Nova Internet mais ampla e interativa

3 11 2008

   Há anos atrás, provavelmente muitas pessoas não tinham computador. Usavam no trabalho e tinha uma vaga idéia do que era a Internet, que se resumia a e-mail. Três anos antes é que foi possível, pela iniciativa dos ministérios das Telecomunicações e da Ciência e Tecnologia, a abertura ao setor privado da Internet para exploração comercial. Há dez anos os vídeos on-line eram apenas uma idéia. Hoje, a videoconferência é acessível a qualquer um com um messenger e uma webcam.

   Vint Cerf, matemático e cientista da computação de 63 anos, acredita que daqui a dez anos a realidade deve superar a ficção. “A maioria dos dispositivos conectados à Internet, sejam móveis ou fixos, saberá onde está tanto geográfica como logicamente”, diz o cientista, principal criador da Internet da Google. Para ele, na próxima década, cerca de 70% da população humana terá acesso fixo ou móvel à Internet em velocidades cada vez mais altas. “Com certeza, podemos esperar que os aparelhos móveis se tornarão componentes importantes da Internet, assim como dispositivos e sensores de todos os tipos” afirma.

   A Internet vai integrar-se com outras partes de nossa vida diária, e conseqüentemente vai mudá-la. “As grades de distribuição de energia, por exemplo, vão se tornar uma parte do universo de informações da Internet”, antecipa o Cerf. No cenário que o cientista constrói, onde a rede ajuda na geração de energia, uma caixa de sabão para lavar roupa vai se tornar parte de um serviço: as máquinas habilitadas pela Internet serão gerenciadas por serviços baseados na web que poderão configurar e ativar sua máquina de lavar.

 

Mayra Decicino e Raquel Vianna

 

Fique por dentro:

Espectador on-line

Internet leva a mudança evolutiva do ser humano

Nem só de iPhone vive a telefonia de última geração

 

 

 





Novo roteiro para o paladar

8 09 2008

O TURISMO LIGADO À DEGUSTAÇÃO DOS VINHOS DO SUL, CADA VEZ MELHORES, FLORESCE NO VALE DOS VINHEDOS E ATRAI TURISTAS DO BRASIL INTEIRO, CATIVADOS PELA COMBINAÇÃO DE BEBIDA DE QUALIDADE, GENTE ACOLHEDORA E PAISAGENS QUE LEMBRAM TOSCANA. DÁ VONTADE DE FAZER AS MALAS JÁ!

 

As construções de pedra traem a origem de seu povo simples, educado e trabalhador. Adornadas por plátanos, com fileiras de parreiras ao fundo, essas casas rústicas compõem uma paisagem que leva o viajante a se imaginar, por alguns estantes, à beira de um vinhedo da Toscana, cenário rural tantas vezes explorado por filmes de Hollywood e escritores de viagem. A culinária colonial da região reforça a sensação de estarmos num canto da Itália campestre: a fumegante sopa de capelete de entrada, o tenro galeto como prato principal, a fartura de salames, copas, polentas, queijos e vinhos, é claro.

Mas ali se fala um português com sotaque gaúcho. Reconheçamos: sim, estamos no Brasil, só que num Brasil diferente. Mais precisamente em Bento Gonçalves, próspera e acolhedora cidade da Serra Gaúcha, com pouco mais de 100 mil habitantes, herdeira da cultura da vinha trazida pelos imigrantes italianos sobretudo de Vêneto, que ali se instalaram no final do século XIX. Até uns dez anos atrás essa região era a maior produtora de vinhos finos do país e destino secundário da Serra Gaúcha. A atração principal era a entrada da cidade, que tinha o formato de uma pipa gigante de vinho.

A melhoria da qualidade do vinho fino nacional, impulsionada pela modernização das vinículas e por uma sucessão sem precendentes de boas safras na Serra Gaúcha, foi decisiva para projetar nacionalmente a região. Os espumantes obtiveram nível internacional, e os tintos à base de uva merlot despontam como uma boa aposta. Com todas essas boas notícias, Bento Gonçalves e seus arredores transformaram-se, aos poucos, numa versão nacional das rotas do vinho encontradas nas principais zonas vitícolas da Europa.  

                Os produtos mais caros e badalados não custumam ser oferecidos aos turistas, mas mostrar conhecimento ou interesse genuíno pode abrir portas, e rolhas, no caso de produtores menores. Não se sinta obrigado a comprar vinhos em todas as vinícolas que parar. Nas cantinas menores, é um gesto simpático adquirir uma garrafa, desde que você tenha apreciado a bebida. O ideal é mesclar paradas em grandes vinícolas com visitas a estabelecimentos menores. Nas próximas férias de inverno, esqueça Gramado e Canela por um instante e mergulhe na terra do vinho.

 

 

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SAIBA MAIS

Jornal do Vinho – Charme e gastronomia na rota do vinho nacional

Rota da Uva e vinho – Tudo sobre a produção de vinho no Brasil  

Conheça a Serra Gaúcha – Fotos, excursões, pacotes, dicas, hospedagem e muito mais!

Via del Vino – Faça aulas online totalmente grátis e conheça mais sobre vinhos

ABAGA – Conheça o Roteiro do Vinho nas quatro estações, todos os meses do ano

ABRESI – Viage por todas as regiões brasileiras

Gastronomia Brasil – Fique por dentro das receitas e dicas quentíssimas da culinária brasileira

Brasil Cultura – O site da cultura brasileira

Imigração – Histórico da imigração de diferentes povos no Brasil

Itália – Tudo sobre a Itália





Cinquenta anos de muito sucesso

4 09 2008

                                                                

 

            Madonna comemora seus 50 anos em grande estilo. Na semana seguinte do seu aniversário ela dá início a sua megaturnê, e dessa vez passará pelo Brasil. Com uma fortuna de 400 milhões de dólares, a cantora poderia se dar o luxo de ficar em casa, cuidar da família e viajar. Mas não, com um histórico de 200 milhões de discos, ela partiu em agosto com previsão de quase seis meses de shows. Com um corpo invejável, ela pratica três horas diárias de exercícios, sua alimentação é super balanceada o que mantém seu preparo físico capaz de aguentar essa maratona.

 

            O exemplo de cantora determinada e equilibrada não se aplica a vida pessoal, em vista dos recentes escândalos envolvendo seu marido, Guy Ritchie, e seu irmão mais novo, Christopher Ciccone. Nos livros, Madonna: 50 anos, e Life with my Sister Madonna ( A Vida com a minha irmã Madonna), são retratados a Madonna como ela é, ou seja, mortal, com defeitos e dessabores. Também mostra a solidão e os desvaneios da mesma. Segundo Lucy O’Brien, autora do primeiro livro, “Madonna está condenada a dois tipos de companhia: os acólitos e as pessoas que se sentem esmagadas por seu ego”, ela diz que a cantora sempre usou o trabalho e a atividade física como válvula de escape, até mesmo em uma viagem que fez com seu marido e filhos em uma ilha no Oceano Índico, ela passava mais horas na academia do que com a sua família.

  

 Na vida amorosa as coisas não andam muito positivas também, pois não é novidade que seu casamento apresenta sinais de que não está bem. Dez anos mais velha que o marido, ela já confidenciou a amigos que não se sente segura com seu poder de atração, Guy Ritchie, por sua vez, não suporta o papel de coadjuvante da esposa. Mas pelos filhos já tentaram até terapia de casal. A verdade é que a fama tem seus dois lados, o glamour e os flashes, em contrapartida a invasão de privacidade e a vontade de estar aparentemente bem sempre afeta de forma substancial sua vida.

 

  

Mayra Decicino e Raquel Vianna

 

 





Definições

22 08 2008

Portal: Conjunto de sites funcionando como um centro, que reúne e distribui conteúdo para outros sites ou subsites.  

Características: possui mecanismo de busca, muitas vezes relevantes, de áreas com conteúdos próprios,  áreas de notícias,  um ou mais fóruns, podendo incluir ainda outros tipos de conteúdos. A arquitetura da informação é vertical, e engloba menu de navegação, hiperlinks e atualizações diárias.

 

 

Hotsite: pequeno site planejado para apresentar e destacar uma ação de comunicação e marketing. Esse apelo comercial visa atrair o público, divulgar marcas e promoções.

Características: possui data de validade, ou seja, é temporário, pode fugir do layout e não possui menu de navegação.

 

Site: É um ambiente na web que possui uma arquitetura da informação horizontal, com menu de navegação, hiperlink e atualizações “diárias”.

Características: existem três tipos de site: comerciais (comércio eletrônico), institucionais (negócio eletrônico) e os informativos (aprendizagem eletrônica).

 

Mini-site: pequeno componente de uma página, que chama a atenção do leitor e que quando selecionado abre uma nova página. É temporário e normalmente existe para divulgar algum evento ou acontecimento.

Características: possui data de validade, não possui um menu de navegação e normalmente as cores desse mini-site combinam com a promoção que esta sendo feita.

 





Entrevista com Ricardo Noblat

16 08 2008

Universidade promove grande encontro

 

A Universidade Fumec, promoveu na segunda, 11, no auditório Fênix um grande encontro, Claudiney Ferreira e Guilherme Kujausky foram mediadores da entrevista com o jornalista Ricardo Noblat. O jornalista foi até a Universidade para contar sua experiência com seu blog e um pouco sobre a experiência na área de jornalismo. O seu blog (www.noblat.com.br) teve início em março de 2004 quando ele percebeu a necessidade de mostrar o material colido e escrito por ele para sua coluna de domingo em um jornal, porém três meses depois ele quis acabar com o blog já que a coluna de domingo não existia mais. Mais a colocação de um medidor de visitas no site fez com que ele mudasse de idéia, já que ele possui uma visitação de 14 mil pessoas.

Com a intensidade de visitas em seu site Noblat resolveu levar mais a serio o blog e a colocar textos todos os dias e a ler sempre o comentário dos visitantes. Ele acredita que seu trabalho aumentou e muito, já que ele não tem hora para atualizar o blog, e que como jornalista ele não apenas coloca as matérias no blog ele sempre apura as matérias e algumas vezes vai até o local da matéria. Ele acredita que existe sim diferença entre uma blog e uma revista, isso porque ele já colocou matérias que não eram verdades sem saber e sofreu com isso, já que os comentários dos visitantes foram muitos e imediatos, coisa que em uma revista não acontece, já que quem recebe as cartas do leitor nem sempre é o jornalista que fez a matéria.

Noblat explicou que para ser um jornalista de blog você tem que ser rigoroso e principalmente humilde. Para ele os comentários dos visitantes são muito importantes. “Todo dia eu leio os comentários”, diz Noblat. O blog do jornalista tem uma cara diferente, pois mostra o de traz da política em Brasília, e sempre de uma forma diferente e interessante.

Por fim ele acrescentou que não existe um jornalismo imparcial. “Não existe jornalismo neutro, quando se começa uma matéria você já escolheu um ponto de vista”, diz Noblat. E espera fazer um blog sem lados políticos e partidários, mas que acredita que um jornalista que assume suas posições por um lado é bom, já que o leitor não será dessa forma enganado.

 

Mayra Decicino Vieira





BATE-PAPO COM RICARDO NOBLAT – Por dentro da história de um dos maiores jornalistas brasileiros.

15 08 2008

Fenomenal! Esta palavra ilustra a palestra de Ricardo Noblat, jornalista renomado, dono de um currículo invejado, com passagem pela Veja, Istoé, Correio Brasiliense (no qual foi diretor), Jornal do Brasil, Diário de Pernambuco, o Globo, revista Manchete, entre outros.

Formado pela Universidade Católica de Pernambuco iniciou sua carreira em 1967, na época do “novo jornalismo americano”, e mantém-se na profissão até hoje. Atualmente passou da mídia tradicional para a mídia digital e criou um BLOG de política (herança de um trabalho iniciado enquanto ainda trabalhava na redação de um jornal impresso).

Sua decisão em dar continuidade ao BLOG aconteceu após descobrir que tinha um excelente público, média de 14.000 acessos diários. Ele acredita que a justificativa de ter um público desses interessadíssimos em suas publicações, ainda mais se tratando de um tema que no Brasil não tem muito ibope (política), é a fidelidade que ele tem com seus leitores.

Postando 10 matérias por dia, com informações instantâneas, notícias previamente apuradas, checadas e decodificadas, ele atrai esse grande público. Noblat conhece seus leitores, e tem muita experiência em lidar com as opiniões contrárias e com situações embaraçosas, como o erro, que no BLOG é muito mais explícito, enquanto nas revistas e jornais não é tão visível.

Noblat veste a camisa do jornalismo, ele acredita que para sobreviver nessa profissão tem que ter talento, ter dom, mesmo destacando o mercado difícil e os problemas a serem enfrentados. O mais incrível é que, em suas entrevistas, ele não fala de uma forma desestimuladora e sim contribui para que os novos jornalistas queiram crescer e consigam lidar com os obstáculos que certamente encontrarão.

Ele ressalta três qualidades importantíssimas para o profissional dessa área: humildade, transparência e competência. Ricardo também destaca que considera os jovens, hoje em dia, acomodados. Para ele, muitos não possuem limites nem dentro da própria casa o que contribui para a formação de jovens desmotivados, conformados e sem perspectivas.

Noblat crê que a mídia vai passar por uma mudança, necessária, e o principal motivo de ainda não ter passado é o medo do “novo”. No Brasil, segundo ele, o BLOG ainda não é partidário, é livre e tenta ser o mais imparcial possível, embora não exista jornalismo neutro.

O mais interessante em conhecer um pouco mais da história de Ricardo Noblat é perceber que ele é feliz no que faz, é um profissional longe da frustração, realizado, cheio de expectativas, que preza a verdade e o compromisso com a população.

 

 

Raquel Vianna





O real papel da tecnologia na atualidade

15 08 2008

Certamente você já pensou aonde vamos chegar com a rapidez em que a tecnologia se desenvolve, junto com esse pensamento vem o receio e o medo do “novo”. O ser humano tem tendência a ser conservador, é da sua natureza, e isso atrapalha o crescimento. Acredito que a modernidade e o avanço existem exatamente pelo que o nome já diz: a avançar. Quebrar as barreiras que impedem a comunicação, facilitar a compreensão e contribuir com a convivência entre pessoas de culturas, idéias e conceitos adversos, é magnífico.

Considero fundamental saber discernir a tecnologia do isolamento, ou seja, enxergar o real motivo da evolução e não considerar suficiente a existência de algo que contribui para a ilusão de que mesmo “longe estamos perto”. Como assim? É preciso ver que a modernidade serve para integrar as pessoas, fazer com que elas interajam da forma mais simples e rápida e não torná-las distantes uma das outras, o contato físico e a aproximação continuam de suma importância para o relacionamento entre as pessoas.

Um dos maiores exemplos, que ilustra o que foi dito acima é o computador, mais especificamente, a Internet. Na minha concepção as pessoas devem entender que ela não surgiu para substituir algo, e sim para acrescentar. Os maiores detentores deste pensamento são profissionais mais bem resolvidos, sobretudo jornalistas mais competentes, não por capacidade e sim por opção. Afinal, usam-se os novos conhecimentos para progredir, e quem não aceita o “novo” tende a ficar estagnado e até mesmo regredir.

O que se discute atualmente é uma aparente expansão em como se obter a informação, muitas pessoas acreditam que o jornalismo digital está substituindo o impresso, o que a meu ver é um enorme erro, deve-se pensar que é mais uma opção de se informar, ou melhor, de trocar informações. Segundo Rosental Alves, professor do Texas, é importante entender que não é uma substituição, é uma coisa “e” outra, e não uma coisa “ou” outra como muitas pessoas acreditam.

Na verdade, concordando ou não, sendo a favor ou não, a evolução existe e sempre vai existir. A tendência é sermos mais eficientes, mais capazes e melhores, e só há uma forma de acompanhar esse crescimento, é acreditar que essa evolução é benéfica. Nós, jornalistas, não devemos martelar na idéia de qual lugar a informação é vinculada e sim na vinculação da informação, seja ela na Internet, no jornal, nas revistas, nas rádios ou na televisão. O que temos que levar em consideração é que quanto mais disponível a notícia tiver, mais acesso às pessoas terão.

 

 

Raquel Vianna